FIQUE INFORMADO

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

TRABALHO ACADÊMICO DE PEDAGOGIA - AS AULAS DE HISTÓRIA, GEOGRAFIA E ARTE NO ENSINO FUNDAMENTAL

AS AULAS DE HISTÓRIA, GEOGRAFIA E ARTE NO ENSINO FUNDAMENTAL I: ESPAÇOS PARA A CONSTRUÇÃO DE DIÁLOGOS INTERCULTURAIS E COMPREENSÃO DO CONTEXTO ESCOLAR.

CAMPINAS

SUMARIO

1. INTRODUÇÃO.......................................................................................................04

2. METODOLOGIA DO ENSINO DE HISTÓRIA.......................................................05

2.1 - ENSINO DE HISTÓRIA NAS SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL.........................................................................................................07
2.2 - A IMPORTANCIA DO BRINCAR NA APRENDIZAGEM DE HISTÓRIA ...........08
2.3 - PLANO DE AULA DE HISTÓRIA.......................................................................09
3 - HÁ GEOGRAFIA NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL ............16
3.1 - PLANO DE AULA DE GEOGRAFIA PARA O ENSINO FUNDAMENTAL.........19
4 - ARTES: METODOLOGIA TRIANGULAR............................................................20
4.1 - PLANO DE AULA DE ARTE METODOLOGIA TRIANGULAR..........................23
5 - PESQUISA E PRÁTICA PROFISSIONAL - A AULA...........................................25
5.1 - ENTREVISTA AO PEDAGOGO.........................................................................31
5.2 - ENTREVISTA COM TRÊS PROFESSORAS ...................................................35
5.3 - ANÁLISE DE UM PLANO DE AULA..................................................................38
6 - CONSIDERAÇÕES FINAIS..................................................................................40
REFERÊNCIAS..........................................................................................................41

1. INTRODUÇÃO

    O presente artigo tem como objetivo discutir a relação entre o ensino da História, Geografia e a Arte articulando o saber do docente com a formação continuada, num exercício reflexivo sobre a ação pedagógica criativa, dinâmica e humana, pautada na Arte e no caráter lúdico do processo de ensino-aprendizagem. Isto implica uma mudança nas atitudes dos profissionais que atuam nessa área, uma nova compreensão do que o saber histórico, geográfico e artístico tem contribuído e fundamentado para valorização do cidadão enquanto sujeito ativo e criativo.
    Diante deste cenário questionamos: Qual didática e/ou metodologia usar?  Como devemos direcionar nossa prática docente? Alunos desmotivados, desinteressados, como interagir com eles? Como despertar seu interesse?  Como, realmente, prepará-los para atuarem de forma crítica, consciente na sociedade em que estão inseridos?
     A educação é a transformação do sujeito crítico e criativo com base na sua vivência com o mundo. Como falar em aluno x mundo, sem passar pelo desenvolvimento da arte?
    Após a reflexão teórica foram elaborados vários planos de aula das disciplinas de História, Geografia e Artes, também relatamos minuciosamente um plano de aula desenvolvido na escola E. E. PROFESSOR Alberto Meldajom, estando à mesma situada à Rua Conselheiro Leôncio de Carvalho, Bairro: Vila Brandina – Campinas SP, na sala do 1º Ano, onde realizamos nossa Pesquisa e Pratica Profissional através de entrevistas com a gestora e professores.

2. METODOLOGIA DO ENSINO DE HISTÓRIA.

    No Brasil, a História percorreu vários caminhos, a disciplina foi sustentada por diferentes concepções de Histórias e de tendências historiográficas. Em um primeiro momento ensinou-se a História da Europa Ocidental, apresentada como a verdadeira História da civilização, estando à história pátria em nível extremamente secundário de importância. Durante muito tempo foi relegada aos anos finais do ginásio, com número ínfimo de aulas possuindo um caráter europeizante: A história do Brasil se iniciou quando os ibéricos se lançaram ao mar e, nesse momento, os nativos passaram a sofrer o processo histórico, como elemento passivo, somente um complemento do real sujeito da história, o conquistador.
    A partir de 1860 que o ensino de história do Brasil foi incorporado às escolas secundárias e de ensino elementar. No período republicano, a incorporação da concepção de que a disciplina história tinha a responsabilidade de formar os cidadãos ganha força, principalmente com as diretrizes da Lei de Educação. Com a lei n. 5.692/71 foi oficializado o ensino de estudos sociais nas escolas brasileiras, ficando atrelados às concepções tradicionais. Os principais conteúdos de história do Brasil tinham como objetivo a constituição e a formação da nacionalidade, com seus heróis e marcos históricos, sendo a pátria o principal personagem desse tipo de ensino.
    Na década de 80 a Historia ensinada nas escolas vira tema de discussão em todo o Brasil. Questionava-se a problemática da reprodução do conhecimento, do ensino da história dos vencedores e as questões epistemológicas no ensino de história. As discussões forma sendo organizadas com a perspectiva de entender a disciplina histórica de forma autônoma. A década de 80 foi o inicial para a organização de reestruturações curriculares e novas concepções que deveriam servir de referencia para os conteúdos e as metodologias de ensino.
    Essas reformulações possibilitaram recolocar professores e alunos como sujeitos da história e da produção do conhecimento histórico, enfrentando a forma tradicional de ensino trabalhada na maioria das escolas brasileiras, a qual era centrada na figura do professor como transmissor e na do aluno como receptor passivo do conhecimento.
    As mudanças possibilitaram também a retomada da disciplina história como espaço para um ensino crítico através da reformulação de seu currículo. No enredo das mudanças de currículo, a Secretária de Educação Fundamental, propôs os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN).
    A idéia básica dos PCNs era a transformação dos conteúdos organizados de forma linear em eixos temáticos . A principal justificativa para a mudança era a tentativa de superar o ensino da História baseado na cronologia. Propunha-se também a incorporação de novas perspectivas historiográficas como metodologia de ensino na busca de novos caminhos para a avaliação. Além de propor um trabalho menos expositivo e mais participativo, no qual o professor desempenha um papel de mediador no processo de ensino.
    O estudo da disciplina de História, no Fundamental I, parte da individualidade de cada aluno, em seus contextos: pessoal, familiar e social. Através de um  estudo partindo do “micro”, paulatinamente atingiu-se o “macro, no qual aborda a história de nosso povo, diversas influências, fatos e acontecimentos”. São fragmentos de uma linha temporal para uma consciência interpretativa, traz nas aulas o passado para o presente com diferentes estímulos e didática. Compondo o conteúdo sugestivo e despertando a sua importância em um desenvolvimento reflexivo e global.

2.1 - ENSINO DE HISTÓRIA NAS SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL

    A disciplina de História para o Ensino Fundamental, em especial no ciclo I, até pouco tempo atrás, permanecia distante dos interesses do aluno, presa a textos e discursos prontos de livros didáticos ou então a datas cívicas lembradas e comemoradas durante o ano. Fazia-se referência à História de maneira impositiva, decorativa e sem maior participação por parte do aluno. Da mesma maneira, não havia nenhuma reflexão sobre os temas tratados e o aluno tinha apenas a obrigação de uma posterior devolução do que foi aprendido, em uma avaliação escrita ou oral.
    Em geral, o ensino de História resumia-se às atividades voltadas para a noção de tempo histórico por meio de uma disposição do tempo cronológico, sucessão de datas, calendários, ordenação do tempo, seqüência de passado/presente/futuro. Organizava-se uma linha do tempo, mostrando uma visão linear e progressiva dos acontecimentos que distinguiam então os tempos históricos.
    Apesar dos grandes avanços em pesquisas quanto ao ensino de História, propondo mudanças no pensar, nos conteúdos e nos métodos tradicionais de aprendizagem, ainda permanece uma grande resistência na ampliação da visão – para as sucessivas transformações atuais e as necessidades geradas por tais transformações na sociedade deste século, – do corpo docente das séries iniciais do Ensino Fundamental do Sistema Educacional Público.
    Conforme os PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais), um dos objetivos mais relevantes quanto ao ensino de História relaciona-se à questão da identidade. É de grande importância que os estudos de História estejam constantemente pautados na construção da noção de identidade, através do estabelecimento de relações entre identidades individuais, sociais e coletivas.

2.2 - A IMPORTANCIA DO BRINCAR NA APRENDIZAGEM DE HISTÓRIA

    Brincar é uma realidade cotidiana na vida das crianças, e para que elas brinquem é suficiente que não sejam impedidas de exercitar sua imaginação. A imaginação é um instrumento que permite ás crianças relacionar seus interesses e suas necessidades com a realidade de um mundo que pouco conheço, é o meio que possuem para interagir com o universo dos adultos, universo que já existia quando elas nasceram e que só aos poucos elas poderão compreender. A brincadeira expressa à forma como uma criança reflete, ordena, desorganiza, destrói e reconstrói o mundo a sua maneira. É também um espaço onde a criança pode expressar, de modo simbólico, suas fantasias, seus desejos, medos, sentimentos agressivos e os conhecimentos que vai construindo a partir das experiências que vivem. A capacidade de brincar abre para a criança um espaço de decifração dos "enigmas" que a rodeiam. A brincadeira é um espaço de investigação e construção de conhecimentos sobre si mesma e sobre o mundo.
    Ao brincar, uma criança dá muitas informações e comunica, por meio da ação, sua forma de pensar, e o observador precisa estar preparado para reconhecer em suas atitude, ações ou procedimentos que retratem os indícios dos critérios necessários para uma boa formação cognitiva, e até afetivo-social. Em síntese, as brincadeiras expressam possibilidades de uma pedagogia diferenciada normalmente aplicadas, permitindo ao professor criar e gerir situações de aprendizagem mais condizentes com as atuais condições educacionais.
    Conforme o livro de Metodologia do Ensino de História pesquisamos alguns planos de aula que utilizam do brincar para melhor aprendizado, conforme segue:

2.3 - PLANO DE AULA DE HISTÓRIA

Tema: Dia do Índio
1º Ano do Ensino Fundamental I
Objetivo: Fazer com que os alunos conheçam a história dos índios através de atividades dinâmicas.
Recursos: jogo de memória, quebra-cabeças e rádio.
Técnicas: dialogada, grupal, individual e dinâmica.

Atividade inicial:
    A educadora irá falar um pouco sobre a vida dos índios e como chegaram aqui:
    Os índios foram os primeiros habitantes do Brasil. Eles viviam em grupos chamados tribos. O chefe da tribo chamava-se cacique. Atualmente há poucas tribos indígenas no Brasil e muitos índios não andam mais nus, não caçam, nem moram em ocas. Mas algumas tribos mantêm seus costumes originais e preservam suas tradições como festas e danças. Os índios moravam em cabanas chamadas ocas, muitas ocas reunidas formavam uma taba ou aldeia. Eles gostavam de caçar, pescar, colher frutas e algumas raízes para a sua alimentação. Também plantavam milho e mandioca. Os índios usavam o arco, a flecha, o tacape e a lança como armas. Fabricavam instrumentos musicais, como chocalhos, tambores, maracás, para utiliza-los em suas festas. A Funai (Fundação Nacional do Índio) é uma organização do governo criada para defender os direitos do índio na sociedade.

    Após o comentário serão dadas algumas atividades:

[pic]

[pic]

[pic]
Tema: Dia do Índio

2º Ano do Ensino Fundamental I
Objetivo: Fazer com que os alunos conheçam a história dos índios através de atividades dinâmicas.
Técnicas: dialogada, grupal, individual e dinâmica.
    Será contada a história “A Indiazinha Unaí” com o auxílio do avental transparentemente.
A Indiazinha Unaí
Unaí nasceu lá no meio da floresta, no tempo em que só existia mato.
A menina corria, pulava, nadava como um peixinho…  ela morava numa oca. É esse o nome dado às casas do índios.
Comia frutas, peixes e tudo que a natureza podia dar, era feliz. Unaí e todas as crianças da aldeias aprendiam com os mais velhos os afazeres e as tarefas, como fazer potes de barro, tecer redes, escolher frutas para comer e moer mandioca para fazer farinha.
À noite, o céu ficava muito estrelado. Era lindo! A menina cedia ao sono, se deitava numa rede tecida por ela e sua mãe.
Quando amanhecia o dia, o dia era maravilhoso! Aquele monte de pássaros cantando ao mesmo tempo, o cheiro de mato, calor do sol que ia aquecendo tudo devagarinho… e lá ia Unaí para mais um dia de alegria!

Desenvolvimento: será passado um texto sobre os índios.
Índios no Brasil
    Estima-se que, em 1500, existiam quatro milhões de índios no país.
Apesar das variedades de povos que aqui viviam (tribos), cada um com seus costumes, suas crenças, sua linga e sua organização familiar, as famílias indígenas tinham algumas coisas em comum: viviam da caça e pesca. O trabalho era dividido entre homens e mulheres, que cuidavam da plantação, preparavam a comida e eram responsáveis pelas crianças. Os índios faziam objetos de cerâmica, de palha, madeira e pinturas.
    A seguir os alunos irão receber figuras de índios para criarem dedoches para brincarem entre si.

[pic]

[pic]

3 - HÁ GEOGRAFIA NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL

    A educação no Brasil passa por profundas mudanças, talvez não tantas quanto a sociedade atual exigiria, mas sem dúvida significativas. Nesse contexto, a geografia, como componente curricular (tradicional) na escola básica, também se modifica, seja por força das políticas públicas (PCNs, por exemplo), seja por exigências da própria ciência. Assim, pensar o papel da geografia na educação básica torna-se significativo, uma vez que se consideram o todo desse nível de ensino e a presença de conteúdos e objetivos que envolvem, inclusive, as suas séries iniciais e a educação infantil.
    Consideramos que a leitura do mundo é fundamental para que todos nós, que vivemos em sociedade, possamos exercitar nossa cidadania. Queremos tratar aqui sobre qual a possibilidade de aprender a ler, aprendendo a ler o mundo; e escrever, aprendendo a escrever o mundo. Para tanto, buscamos refletir sobre o papel da geografia na escola, em especial no ensino fundamental, no momento do processo de alfabetização.
    Uma prática tradicional na Escola Fundamental, adotada nas aulas de estudos sociais, mas desenvolvida não apenas sob sua égide, é o estudo do meio considerando que se deve partir do próprio sujeito, estudando a criança particularmente, a sua vida, a sua família, a escola, a rua, o bairro, a cidade, e, assim, ir sucessivamente ampliando, espacialmente, aquilo que é o conteúdo a ser trabalhado. Para romper com a prática tradicional da sala de aula, não adianta apenas a vontade do professor. É preciso que haja concepções teórico metodológicas, capazes de permitir o reconhecimento do saber do outro, a capacidade de ler o mundo da vida e reconhecer a sua dinamicidade, superando o que está posto como verdade absoluta. É preciso trabalhar com a possibilidade de encontrar formas de compreender o mundo, produzindo um conhecimento que é legítimo.
    O professor, as suas concepções de educação e de geografia, é que podem fazer a diferença. E é a interlocução dos saberes (Marques, 1993) que pode permitir esse avanço. “O conhecimento geográfico produzido na escola pode ser o explicitamente do diálogo entre a interioridade dos indivíduos e a exterioridade das condições do espaço geográfico que os condiciona” (Rego, 2000, p. 8).
    A clareza teórico-metodológica é fundamental para que o professor possa contextualizar os seus saberes, os dos seus alunos, e os de todo o mundo à sua volta. E, no nível de ensino em que a criança está processando a sua alfabetização, o ideal seria que houvesse “uma unidade em que se supere a fragmentação das disciplinas e das responsabilidades, em práticas orientadas por e para linhas e eixos temáticos e conceituais interdisciplinares, não apenas uma justaposição de disciplinas enclausuradas em si mesmas, mas de uma maneira que, em cada uma se impliquem as demais regiões do saber” (Marques, 1993)
    Nesse caminho em que tudo leva a aprender a ler e a escrever, acreditamos que seja fundamental a interligação de todos os componentes curriculares, se somando na busca do objetivo. Mas numa trajetória em que o conteúdo seja, em especial, o mundo da vida dos sujeitos envolvidos, reconhecendo a história de cada um e a história do grupo, combinando “a cadeia dos conceitos e categorias de análise com a trama das experiências e da cultura mesma do grupo envolvido” (Marques, 1993, p. 111).
    Do ponto de vista da geografia, esta é a perspectiva para se estudar o espaço: olhando em volta, percebendo o que existe, sabendo analisar as paisagens como o momento instantâneo de uma história que vai acontecendo. Essa é a leitura do mundo da vida, mas que não se esgota metodologicamente nas características de uma geografia viva e atual, assentada em categorias de análise que supõem a história em si, o movimento dos grupos sociais e a sua interligação por meio da ação ou até de interesses envolvidos. Há que se pensar também no paradigma de educação capaz de acolher, ou de referenciar, esse tipo de análise. “Exige-se, em todos os estágios da prática educativa, que se combine a cadeia dos conceitos e categorias de análise com a trama das experiências e da cultura mesmo do grupo envolvido” (Marques, 1993, p. 111). Do ponto de vista da geografia, esta é a perspectiva para se estudar o espaço: olhando em volta, percebendo o que existe, sabendo analisar as paisagens como o momento instantâneo de uma história que vai acontecendo. Essa é a leitura do mundo da vida, mas que não se esgota metodologicamente nas características de uma geografia viva e atual, assentada em categorias de análise que supõem a história em si, o movimento dos grupos sociais e a sua interligação por meio da ação ou até de interesses envolvidos. Há que se pensar também no paradigma de educação capaz de acolher, ou de referenciar, esse tipo de análise. “Exige-se, em todos os estágios da prática educativa, que se combine a cadeia dos conceitos e categorias de análise com a trama das experiências e da cultura mesmo do grupo envolvido” (Marques, 1993, p. 111).
    Fazer a análise geográfica significa dar conta de estudar, analisar, compreender o mundo com o olhar espacial. Esta é a nossa especificidade por intermédio do olhar espacial, procurar compreender o mundo da vida, entender as dinâmicas sociais, como se dão as relações entre os homens e quais as limitações/condições/possibilidades econômicas e políticas que interferem.
    Por meio da geografia, nas aulas dos anos iniciais do ensino fundamental, podemos encontrar uma maneira interessante de conhecer o mundo, de nos reconhecermos como cidadãos e de sermos agentes atuantes na construção do espaço em que vivemos. E os alunos precisam aprender a fazer as análises geográficas. E conhecer o seu mundo, o lugar em que vivem, para poder compreender o que são os processos de exclusão social e a seletividade dos espaços. Aprender a ler, aprendendo a ler o mundo da vida, e usando para tanto as possibilidades metodológicas da geografia, é pretender que nesse movimento se consiga construir uma metodologia para estudar esse componente curricular, e também que o aluno consiga usar esse aprendizado metodológico para estudar, além do seu espaço vivido – o lugar em que está – outros lugares, que podem ser distantes de sua vida diária, mas que estão interferindo na dinâmica geral das sociedades e, ao mesmo tempo, na sua vida ou de seu grupo em particular.
    Enfim, a geografia, nos anos iniciais da escolarização, pode, e muito, contribuir com o aprendizado da alfabetização, uma vez que encaminha para aprender a ler o mundo.
    Em seguida segue um plano de aula de geografia sugerido:

3.1 - PLANO DE AULA DE GEOGRAFIA PARA O ENSINO FUNDAMENTAL

Tema: Caminhada pelo entorno da escola.
Ensino Fundamental I.
Conteúdo: Espaços Urbano e Rural.
                  A ocupação desordenada pelo homem do espaço que ocupa;
                  O desrespeito do homem com o meio ambiente;
                  A importância da preservação de áreas verdes em espaços urbanos para a melhoria da qualidade de vida.
Objetivos: Reconhecer a importância de se preservar as áreas verdes para a melhoria da qualidade de vida e do meio ambiente; Identificar e mapear a presença do verde na escola e em seu entorno.
Material necessário: Recortes de notícias atuais sobre mudanças climáticas encontradas em jornais, revistas, artigos da internet; Máquina fotográfica;
Desenvolvimento: Caminhe com a turma ao redor da escola. Registre e observe todos os detalhes visualizados, assim que retornar a sala divida os alunos em grupos e entregue as reportagens. Peça que os alunos observem as imagens e com base nisso faça as seguintes explicações:
    O que são mudanças climáticas? Por que acontecem?
    Que conseqüências essas mudanças trarão ao homem?
    Que atitudes o homem pode tomar para amenizar essas mudanças?
    A presença de árvores e áreas verdes pode contribuir para a melhoria do meio ambiente?
    Conduza um dialogo entre os alunos mostrando como o homem se apropria indevidamente do espaço, desmatando áreas verdes e construindo sem planejamento. Saliente a importância de atitudes diárias individuais para a transformação das condições ambientais globais.
    Faça um painel com as fotos tiradas e o registro coletivo. Ele servirá de ponto de partida para ações futuras. Divididos em grupos, os alunos deverão confeccionar cartazes sobre o que aprenderam em relação às questões ambientais e a ação humana. Deverão fixar nos murais da escola com a finalidade de sensibilizarem os demais estudantes.

4 - ARTES: METODOLOGIA TRIANGULAR

    Nas últimas três décadas, importantes mudanças de foco ocorreram no ensino de Arte no Brasil. Seguindo uma via aberta especialmente por educadores norte-americanos, ainda na década de 1960, as novas concepções de aprendizado artístico que têm se firmado em território brasileiro propõem, entre outras coisas, uma revisão crítica da noção de livre expressão e coloca francamente em cheque a idéia ainda muito difundida de que o desenvolvimento artístico especialmente o da criança se processa de maneira espontânea e auto-expressiva.
    Na contra-corrente da tendência da livre expressão, autores como Edmund B. Feldman, Thomas Munro e Elliot Eisner frisaram o quanto o desenvolvimento artístico é, na verdade, o resultado de um aprendizado complexo: ele depende de um esforço ativo e – ao menos em parte – consciente na resolução daquelas questões que se apresentam na medida em que se ensaiam tentativas de transformar em objetos acessíveis aos sentidos idéias, aspirações ou sentimentos. Esse processo de aprendizagem pode, em certa medida, ser orientado por um professor, que encontra nessa tarefa uma maneira efetiva de contribuir para a educação artística, seja da criança, seja do adulto.
    Para que tal mudança de concepção ocorresse, foram certamente importantes as transformações análogas ocorridas no front operacional da arte: da mesma maneira como o desprestígio da idéia de um ensino artístico formalizado tinha atingido o seu ponto culminante no imediato segundo pós-guerra, simultaneamente ao predomínio quase absoluto de poéticas neoromânticas (expressionismo abstrato, arte informal etc.), o surgimento, a partir dos anos 1960, de uma procura por critérios mais objetivos para a arte-educação se encontrava em sintonia com a emergência de novas poéticas, que não mais punham no centro de seus programas a originalidade ou a expressão individual do artista. Precedido pelo Surrealismo e sua celebração dos chamados pompiers – os artistas acadêmicos oitocentistas –, foi este caso, da minimal art, da op art, da pop arte que chegou ao ápice nos anos 1980, com a implosão de nostalgias passadistas e o difuso direcionamento ‘pós-moderno’ às mídias tradicionais.
    No Brasil, a mais difundida dessas recentes tendências do ensino artístico é, sem dúvida, a chamada Metodologia ou Proposta Triangular, sistematizada pela arte-educadora Ana Mãe Barbosa na década de 1980, e que envolve, como o próprio nome sugere, o trabalho em três vertentes mentais e sensoriais distintas: o fazer artístico, a leitura da obra de arte e contextualização da arte (Barbosa, 1998, p.33). Em finais dos anos 1990, quando da redação dos Parâmetros Curriculares Nacionais para a área de Arte (Brasil, 1997), a Metodologia Triangular se converteu em, nada mais, nada menos, do que o fundamento oficialmente proposto pela Secretaria de Educação Fundamental do MEC para orientar o ensino artístico no Brasil.

 É impressionante o poder de sedução que as obras de arte visual exercem nas crianças. Por meio dessas obras, como as pinturas, desenhos, esculturas, vídeos e filmes, as crianças obtêm informação e conhecimento de forma lúdica e divertida, além de sentirem sensações muito prazerosas. Talvez exista um tipo de identificação, pois as crianças utilizam à arte visual de modo natural e intuitivo, durante toda a infância. Elas desenham para expressar o que apreendem do mundo e delas mesmas. Então, por que ensinar arte visual na escola? Por mais que nos esforcemos, as crianças desenham sempre igual, daquele jeitinho "infantil". A metodologia triangular - que orienta o ensino de arte levando em conta o fazer artístico, o apreciar obras de arte e o contextualizar na história da arte - respondeu a essa questão, em parte. Quando as crianças obtêm informações sobre o contexto e o modo como uma obra foi criada e quando elas criam sua própria obra, acabam por construir o seu conhecimento sobre a arte visual. Ao apreciarem uma obra de arte visual, inclusive suas próprias criações, elas criam julgamentos, conceitos e opiniões, que, muitas vezes, ultrapassam o conteúdo da disciplina.
    Sabemos que o aprendizado se dá quando o aluno é desafiado em seu conhecimento prévio, quando rompe com seus pré-conceitos e, com base na experiência, constrói novos conceitos. Existem pesquisas feitas por psicólogos do desenvolvimento que mostram como cada faixa etária representa o mundo através de desenhos e como percebe as imagens e as obras de arte.
    Em cada faixa etária, as crianças utilizam cores, formas, recursos para representar o espaço, o movimento e a passagem do tempo de um modo característico e que se repete em diversas culturas. Esse mesmo modo de utilizar a linguagem pode ser encontrado em trabalhos de pintores adultos, de civilizações e culturas diversas. Criar uma identificação dos trabalhos das crianças com as obras de arte de adultos, questionarem os elementos formais da arte presentes nesses trabalhos, criar relações, mostrar outras soluções técnicas e gráficas, no momento certo do desenvolvimento infantil, são a garantia do aprendizado.
    A metodologia triangular fica mais eficaz quando casada com um currículo que respeite o conhecimento prévio que a criança possui da linguagem visual. O desenho infantil é a grande pista que devemos explorar pois ele nos mostra em que fase do desenvolvimento cognitivo a criança está. E é a partir dessa fase que devemos ensinar determinado elemento formal da linguagem visual. A primeira leitura de imagens deve ser feita pelo professor, apreciando e descobrindo o maravilhoso universo dos desenhos infantis. Eles são a mais rica fonte de informação sobre o conteúdo a ser ensinado em sala de aula.
    Sempre presente no dia a dia de crianças e adolescentes, a música agrada todas as turmas. Para ajudar você professor a trabalhar com essa modalidade artística em sala da aula, montamos um especial plano de aula com linguagem musical, canções para apresentar à turma e atividades que estimulam o interesse dos alunos em diferentes estilos de produção. Conforme segue:

4.1 - PLANO DE AULA DE ARTE METODOLOGIA TRIANGULAR

Tema: Poemas para cantar
1 º ano do Ensino Fundamental I.
Conteúdo: Nesta seqüência de atividades, além de ampliar seu repertório musical, as crianças podem conhecer um pouco mais sobre a canção, uma composição normalmente curta, que combina melodia com poesia.
Objetivos: Ampliar o repertório musical das crianças;
            Aprender a ouvir/apreciar músicas diversas;
            Conhecer alguns poemas ou obras literárias musicadas.
Conteúdos específicos: Escuta musical;
                       Repertório musical;
                       Poesia;
                       Canções.
Material necessário: Você vai precisar de alguns livros e de um aparelho de som;
                 Para a realização desta sequência, sugerimos algumas obras musicais com as características pedidas pela atividade: CDs: A Arca de Noé - volumes 1 e 2 (poemas de Vinícius de Moraes), Universal; De Paes para Filhos, de Paulo Bi (poemas de José Paulo Paes), MCD Records; Quero Passear, do Grupo Rumo, Palavra Cantada; Canções dos Direitos das Crianças, diversos artistas, Movieplay.
Tempo Estimado: Um semestre
Desenvolvimento: Ouvir canções em roda.
    Na primeira atividade, leve o aparelho de som e apresente para a classe o que escutarão juntos. Conte às crianças que algumas das canções que vão ser ouvidas foram originalmente escritas como poesia. Esse é o caso, por exemplo, das faixas que compõem o CD A Arca de Noé, cujas letras são de Vinícius de Moraes, que só ganharam o acompanhamento da música muito tempo depois de terem sido criadas.
    Leia os poemas, textos ou letras das canções antes e também depois de ouvir a música. Procure deixar ao alcance das crianças, os livros em que estão os poemas ou textos musicados, para que eles sejam manuseados após a roda de leitura e música, e também em outros momentos do dia.
    Ao fim de um período, todos devem saber cantar as músicas aprendidas, e podem cantar com a gravação.
    Faça com que a atividade de escutar canções e poemas musicados seja um momento especial: crie uma aconchegante roda de música, na própria sala de convívio diário, e realize esse encontro, por exemplo, duas ou três vezes por semana. Depois de conhecidas, as músicas passarão a fazer parte do repertório das crianças, e poderão ser tocadas e ouvidas em outros momentos do dia.
Avaliação: Quando a atividade envolve música, é importante que o professor não compare as aprendizagens, mas que consiga observar as características de cada criança dentro do grupo. Ao escutar uma canção, elas não manifestam seu prazer e seu interesse da mesma maneira. Nem todas dançam ou batem palmas; algumas preferem se manter atentas, apenas escutando, o que não significa não gostar do que ouvem. É importante que o professor reconheça as manifestações de prazer e desprazer de seus alunos diante da música. Ele pode organizar rodas de apreciação musical, em que todos conversarão sobre suas músicas preferidas, sobre porque gostam ou não de determinada obra. Com isso em mente, podem ser bons critérios de observação:
    • As crianças incorporaram canções apresentadas na roda de música ao seu repertório? Cantam-nas espontaneamente?
    • As crianças se interessaram em procurar e localizar os poemas/letras de canções nos livros?
    • As crianças pedem, em outros momentos do dia, para que o professor toque as canções que escutaram na roda de música?

5 - PESQUISA E PRÁTICA PROFISSIONAL - A AULA

CARACTERIZAÇÃO DA ESCOLA
      E. E. PROFESSOR Alberto Meldajom, estando à mesma situada à Rua Conselheiro Leôncio de Carvalho, Bairro: Vila Brandina – Campinas SP.
      Horário de funcionamento escolar é das 07:00 as 23:00.
    A escola pertence ao estado. Os níveis de atendimento são: manha- 7:00 as 12:30h  -  alunos do ensino  fundamental ciclo II, ou seja 5ª a 8ª serie; tarde 13:00 as 17:30 - alunos do ensino fundamental ciclo I, ou seja 1ª a 4ª serie e a noite 19:00 as 23:00 - alunos  do ensino médio regular e supletivo, também ensino fundamental supletivo.
    A coordenadora da escola em entrevista para a verificação do referido perfil, relatou que trabalha na educação há 13 anos e que gosta do que faz não exercendo outra função. Sobre sua concepção de Educação diz: "É elemento indispensável à vida, tornando-se de fundamental importância para as crianças e ao futuro cidadão, pois através da educação ele passará a exercer com consciência seus direitos e deveres, respeitando e sendo respeitado”.
    Afirma que a escola tem materiais pedagógicos disponíveis aos professores como: números com pinos, dominó de números, ábaco, jogos de argola, fichas, mapas, bolas, cordas, entre outros e conta com vídeo-cassete, televisão e episcópio.
Em relação ao currículo escolar ela diz que a escola procura desenvolver um ensino que atenda as necessidades do educando levando em conta as dificuldades de cada um, ou seja, as individualidades que são muitas. Relata que auxilia seus professores oferecendo materiais de suporte, visitas nos lares, reuniões com pais. Trabalha em conjunto para que todos tenham sucesso, coordenador, professor e aluno.
    Quando falou de sua proposta de trabalho, disse que a prioridade é o sucesso  a permanência do aluno na escola com o objetivo de diminuir a evasão e a repetência, que ainda se apresentam índices muito elevados. Com relação a sua qualificação profissional faz cursos de formação continuada, assiste a palestras, lê livros, revistas, jornais e outros.
Afirma a gestora que as principais dificuldades encontradas em gerir uma escola estão basicamente relacionadas com a falta de recursos financeiros para atender as prioridades, incluindo o mobiliário, acervo bibliográfico, recursos audiovisuais. A falta de compromisso da família também foi apontada como um grande desafio a ser superado, visto que é uma porcentagem pequena que acompanha com precisão o ensino-aprendizagem de seus filhos, fator este que conseqüentemente afeta a auto-estima do professor, que muitas vezes se sente impotente diante do descaso de muitas famílias.
    Para alcançar sucesso como gestora é necessário ser educadora articuladora da proposta pedagógica, detectar problemas e viabilizar soluções com apoio de toda equipe escolar, organizar momentos de discussões e reflexão, e ainda coordenar a parte administrativa sem prejuízo do acompanhamento das questões pedagógicas.
    Em relação à educação, considera importante melhorar a formação profissional abrangendo as mais diversas áreas do conhecimento humano, através de capacitação continuada, de modo a estreitar as relações entre escola, comunidade e família.
    Quando questionada a respeito de qual a contribuição que ela pode dar para formação de cidadãos críticos e conscientes afirmou que: promover ações que faça com que o aluno reflita e compreenda melhor a realidade em que está inserida, pois desta forma prioriza a qualidade de vida, além de oferecer um ambiente acolhedor proporcionando-lhe o direito de ser ouvido e compreendido. Visando também o pleno desenvolvimento da pessoa e seu preparo para o exercício da cidadania e posterior qualificação profissional.
    Em relação ao desempenho de suas funções, os objetivos que pretende alcançar em sua gestão são: melhoria de qualidade do ensino para diminuir o analfabetismo, a evasão e repetência, além de viabilizar melhoras organizacionais e pedagógicas na Unidade Escolar e colaborar na adequação e implementação de ações democráticas e socializadoras.
    Para atingir esses objetivos, a gestora pretende buscar parceria com os órgãos competentes, desenvolvendo projetos com parceria familiar e comunidade, propor ações que incentive o educador e família a refletir sobre as questões que envolvem a educação.
A escola surgiu devido à necessidade da comunidade. O inicio de seu funcionamento foi no ano de 1984. Contamos com um espaço físico de 7 salas funcionando na seguinte forma: manha- 7:00 as 12:30h  atendendo  alunos do ensino  fundamental ciclo II, ou seja 5ª a 8ª serie; tarde 13:00 as 17:30h atendendo alunos do ensino fundamental ciclo I, ou seja 1ª a 4ª serie e a noite 19:00 as 23:00h atendendo alunos  do ensino médio regular e supletivo, também ensino fundamental supletivo. Esta Escola e do Estado.
    A sala estagiada tem 28 alunos que estão cursando o ensino fundamental 4ª serie turma B. Período da tarde. Horário das 13:00 as 17:30h.
    As observações ocorreram no período do dia 09/08/2010 até 19/08/2010.
    Estive acompanhando as atividades escolares propostas, as atividades desenvolvidas pelos alunos, e o andamento das atividades, na turma do 4º ano, composta por 28 alunos com idade entre 9 e 11 anos, sendo que 70% são do sexo masculino e 30 do sexo feminino.
    Referindo-se as disciplinas a que mais gostam é matemática.
    Na data e horário previsto para início do estágio, apresentei-me a Coordenadora da Unidade Escola Estadual Professor Alberto Meldajom, onde fomos bem recebidas.
    Quanto à estrutura física a escola apresenta-se da seguinte forma:
•07 salas de aula
•01 biblioteca
•06 banheiros
•01 sala para professores
•01 diretoria
•01 campo amplo
•01 parque de areia
•01 cantina
•01 laboratório
•01 Quadra

    A escola dispõe de funcionários, dentre estes 12 professores, 04 estagiarias, 01 diretora, 01 coordenadora, 03 secretarias, e 02 zeladores, 02 merendeira, 02 faxineira.
    A sala de aula observada á ampla, ventilada, as janelas tem cortinas longas para evitar que o sol atrapalhe a visualização do quadro, as paredes da sala é pintada de cor creme, as mesas e cadeiras são de tamanho adequado a idade dos alunos, 01 quadro negro, 01 TV colorida com controle remoto, 01 DVD, 01 Vídeo cassete, 04 armário grande, 01 mesa para professor e 01 aparelho de som em bom estado de conservação. A sala é grande e comporta muito bem os 28 alunos.
    As aulas ocorrem dentro da sala de aula, porem quando se trabalha com ciências a professora conduz os alunos até o laboratório. A aula de Educação Física é realizada no campo ou na quadra.
    Foi constatado, ainda que, na referida sala há dois (2) alunos com dicção, não existe nenhum tipo de deficiência física e a classe social de todos é precária.
    Quanto ao auxilio das tarefas de casa 90% deles dizem ter a mãe como sua ajudante.
    Com relação ao relacionamento professor/aluno se dá de forma boa, o que acontece da mesma forma com a família, sendo que raramente há conflitos.
    Em se tratando de leitura é escrita há uma diferença muito grande porque 60% sabem ler com desenvoltura e tem deficiência com a escrita e o restante não lê e não escreve.
    Os alunos não são disciplinados, gritam e discutem entre si constantemente. O perfil dos alunos na grande maioria é de classe de baixa renda.
    Conforme análise realizada na Escola durante a pesquisa diagnostica, observou-se a respeito da professora, tem como forma de trabalho uma experiência vasta por estar na educação há 21 anos possuindo formação em Pedagogia.
    De acordo com a observação realizada, o professor não elabora plano de aula, traça apenas um roteiro, sobre o que desenvolverá durante o dia e durante toda a semana. Sabe que deixa a desejar, relatando que o plano de aula é fundamental para o um bom aproveitamento do tempo e a organização da aula.
    Quanto aos conteúdos são retirados de vários livros e enriquecendo com varias inovações. E com conteúdos e acontecimentos da atualidade.
    A respeito da integração professor/aluno/família existe um bom relacionamento professor/aluno e quanto à família o professor é que vai ate a eles, sempre que ocorre necessidade.
    A avaliação é feita no dia a dia em todas as atividades executadas, como: aproveitando o Maximo do tempo. E para motivar os alunos o professor fala muito a respeito das profissões comparando-as e buscando exemplo sobre pessoas que tem estudo e os que não têm estudo. Propõe muitos desafios aos alunos como produzir frases, textos pequenos e procurar palavras no dicionário, se trabalha um texto extrai toda essência do texto de forma interdisciplinar, sendo que sua concepção empregada na aula é 75% construtivista e 25% tradicional, pois diz que não da certo trabalhar só com uma.
    Em se tratando dos recursos didáticos metodológicos os mais usados são os livros didáticos, giz, outros recursos são raro, o que percebe surtir mais efeito é o quadro. Quanto ao rendimento da turma percebe-se há reações por 2 ou 3 os outros só observam, verbalmente brigam mas fisicamente é raro. Pois o professor consegue manter a disciplina necessária para o bom desenvolvimento e andamento da aula, mas, respeitando as atitudes, a linguagem, o modo de ser de cada aluno usando uma linguagem clara que todos possam entender.
     O tom de voz da professora é normal, suas roupas são calça e blusa. Personalidade forte.
    Umas das aulas foram dadas explicações sobre frações e em seguida aplicou-se exercícios de fixação para obter um melhor entendimento. Com o termino dos exercícios, fez-se a correção dos mesmos esclarecendo as duvidas que os alunos ainda tenham com os cálculos. Depois do intervalo deu-se a oportunidade para cada aluno fazer um bilhete. Este bilhete tinha que conter nome da pessoa que ia recebê-lo, assunto, data, e assinatura. Foi bastante proveitoso.
    Em um dos dias estagiados foi realizado o Dia de ação global na escola, Dia de feira de ciência na escola. Toda a turma se fez presente na escola para fazerem a apresentação do tema "Os objetos que afundam e que abóiam na água". Orientados pelas alunas estagiárias e a professora regente os alunos fizeram suas apresentações para a secretária de educação do município e seus acompanhantes e obtiveram um ótimo resultado.
    Diante dos resultados pode-se considerar que as aulas ministradas foram bastante proveitosas e que a maioria dos alunos participavam de todas as atividades propostas. Ressalta-se porem que em nenhum momento foi proporcionado a eles atividades em grupo devido à dificuldade de relacionamento entre se, e também por não conseguir domínio total da turma.
    A correção era feita ao final de todos os exercícios, ora individual, ora no quadro. E assim todas as dúvidas e erros eram esclarecidos. Dessa forma ficou agradável trabalhar as dificuldades que alguns alunos apresentaram quanto à aprendizagem.
    A escola está precisando de atenção redobrada, pois há falta de material pedagógico como: papel, lápis de cor entre outros. Há necessidade também de realizar projetor que insira os pais à escola para participarem da vida escolar de seus filhos.
    A professora demonstra domínio sobre os poucos conteúdos, que ela lhes transmite, os conteúdos são de acordo com a faixa etária dos alunos, são livros todos de acordo com o ano cursado que a prefeitura fornece.
    Em se tratando dos recursos didáticos metodológicos os mais usados são os livros didáticos, giz, outros recursos são raro, o que percebe surtir mais efeito é o quadro. Quanto ao rendimento da turma percebe-se há reações por 2 ou 3 os outros só observam. O corpo discente é formado em sua maioria por crianças dos bairros adjacentes, pertencentes à classe pobre. A forma predominante de exposição durante as aulas foi a dialogada, a professora utiliza muito o dialogo.
    A professora promove a interação dos alunos durante todas as aulas através das explicações, interagindo com os alunos, motivando a discussões sobre os temas expostos.
    Durante o estagio a professora utilizou avaliação por meio de observações de exercícios realizados, trabalhos e atividades no laboratório.
    Na entrevistas com a Gestora da escola, para saber como são desenvolvidas as atividades de direção da escola, sua principal função é de cooperar com o bom funcionamento da escola, para isso procura observar e ajudar professores e alunos no seu desenvolvimento; propõe atividades de integração entre os professores e alunos desenvolvem corretamente as atividades diárias da escola, procura orientar sempre que preciso os professores, e busca sempre fazer reuniões com os pais para tentar melhorar o rendimento dos alunos e procurar as causas de certos problemas de aprendizagem por eles apresentados.
    Sabe-se que a escola não pode restringir apenas a transmissão de informações, conteúdos, sendo necessário evoluir, de maneira a promover a capacidade e aplicação de novos conhecimentos, estimulando a criatividade e a participação dos alunos na relação com o saber formal e informal.
     A relação teórico-prática, o aprender a pensar, o saber-fazer, o saber-conhecer e o saber conviver, vistos como mecanismos fundantes da competência humana e de habilidades profissionais em uma relação que articule teoria e pratica como momentos entrelaçados, construindo assim, uma práxis pedagógica numa formação que possibilite ao jovem desenvolver suas competências e habilidades instrumentais, humanas e políticas; uma formação que reconheça nele sua identidade como sujeito de cultura.

5.1 - ENTREVISTA AO PEDAGOGO.
    A entrevista foi efetuada na escola E. E. PROFESSOR Alberto Meldajom.
    A direção da escola não autorizou expor seu nome no trabalho efetuado, porém o mesmo consta na ficha de presença entregue a nossa tutora Maria Delta.
    A respeito do Planejamento (ou Plano) de Ensino (produzido na escola para a série ou ano investigado):
      1. Como você o define?
      Planejar é prever e programar as ações e os resultados desejados, possibilitando à equipe gestora a tomada de decisões. A escola necessita formular objetivos, tendo como referência as suas necessidades em articulação com o projeto político-educacional do sistema de ensino do qual faz parte.

      2. Quais são seus elementos básicos?
    Ajudar aos membros da comunidade escolar a definir seus objetivos; obter maior efetividade no ensino; coordenar esforços para aperfeiçoar o processo ensino-aprendizagem; propiciar o estabelecimento de um clima estimulante para o desenvolvimento das tarefas educativas. E com toda certeza contar com uma equipe de mentalidade flexível e adaptável para enfrentar as rápidas transformações do mundo. Pessoas que aprendem a aprender e, consequentemente, estejam aptas a continuar aprendendo sempre.

      3. Em sua perspectiva, qual a melhor forma de realizar sua elaboração? (Ex.: Em reunião de colegiado, em grupos de Professores por série ou por disciplina, etc.).
      Em minha opinião considero o melhor planejamento aquele que é realizado com todos os professores juntos, pois a situações que podem ser solucionadas através de alguma experiência vivida anteriormente por algum professor participante da reunião, através do dialogo coletivo proporcionamos socialização, troca de experiências e possíveis soluções juntos.

    4. Como ele é elaborado nesta instituição?
    A reunião de planejamento é realizada com todos os professores juntos.
HTPC (Hora de Trabalho Pedagógico Coletivo) uma vez por semana, com a gestora e coordenadora.
    5. Que principais saberes e aspectos, em sua perspectiva, devem conduzir sua elaboração?
    Alguns aspectos básicos devem estar presentes na elaboração do projeto pedagógico de qualquer escola, é preciso que todos conheçam bem a realidade da comunidade em que se inserem para, em seguida, estabelecer o plano de intenções - um pano de fundo para o desenvolvimento da proposta. Na prática, a comunidade escolar deve começar respondendo à seguinte questão: por que e para que existe esse espaço educativo? Uma vez que isso esteja claro para todos, é preciso olhar para os outros três braços do projeto. São eles:
    Estabelecer o que e como se ensina, as formas de avaliação da aprendizagem, a organização do tempo e o uso do espaço na escola, entre outros pontos; A maneira como a equipe vai se organizar para cumprir as necessidades originadas pelas intenções educativas e principalmente viabilizar o que for necessário para que os demais pontos funcionem dentro da construção da "escola que se quer”.

    6. Qual é sua relevância para a prática docente?
    O docente é desafiado a repensar seu papel diante o meio social, formando alunos mais capazes para o desenvolvimento de habilidades cognitivas e condutas que facilitem o enfrentamento de situações dinâmicas. O docente deve preparar o aluno para a comunicação em massa, para resolver problemas práticos utilizando conhecimentos científicos, buscando se aperfeiçoar continuamente com responsabilidade, criatividade, sensibilidade e a imaginação, que visa preparar o aluno para o processo produtivo, habilitando um trabalhador ativo e efetivo no exercício da cidadania.

    7. Qual o período de vigência do Planejamento (ou Plano) de Ensino nesta instituição? O planejamento é semanalmente.

    8. Como é feita a avaliação do Planejamento (ou Plano) de Ensino vivido nesta instituição? Que critérios são utilizados nesta avaliação?
    A avaliação é realizada semanalmente juntamente com a equipe pedagógica, são verificadas as metas obtidas, objetivos alcançados, o porquê não foi melhor sucedido, quais as dificuldades dos alunos referente ao plano de ensino.
A RESPEITO DO PLANO DE AULA:

    1. Como você o define?
    O ato de planejar faz parte da história do ser humano, pois o desejo de transformar sonhos em realidade objetiva é uma preocupação marcante de toda pessoa. Em nosso dia-a-dia, sempre estamos enfrentando situações que necessitam de planejamento, mas nem sempre as nossas atividades diárias são delineadas em etapas concretas da ação, uma vez que já pertencem ao contexto de nossa rotina. Entretanto, para a realização de atividades que não estão inseridas em nosso cotidiano, usamos os processos racionais para alcançar o que desejamos. Planejar, em sentido amplo, é um processo que "visa a dar respostas a um problema, estabelecendo fins e meios que apontem para sua superação, de modo a atingir objetivos antes previstos, pensando e prevendo necessariamente o futuro".

    2. Quais são seus elementos básicos?
    Racionalizar as atividades educativas; assegurar um ensino efetivo e econômico; conduzir os alunos ao alcance dos objetivos; verificar a marcha do processo educativo; e com toda certeza conhecer muito bem a turma que esta trabalhando, pois o professor, ao planejar o trabalho, deve estar familiarizado com o que pode pôr em prática, de maneira que possa selecionar o que é melhor, adaptando tudo isso às necessidades e interesses de seus alunos. Na maioria das situações, o professor depende de seus próprios recursos para elaborar seus planos de trabalho. Por isso, deve estar bem informado dos requisitos técnicos para que possa planejar, independentemente, sem dificuldades.

    3. Que principais aspectos, em sua perspectiva, devem conduzir sua elaboração?
    O professor que deseja realizar uma boa atuação docente sabe que deve participar elaborar e organizar planos em diferentes níveis de complexidade para atender, em classe, seus alunos. Pelo envolvimento no processo ensino-aprendizagem, ele deve estimular a participação do aluno, a fim de que este possa, realmente, efetuar uma aprendizagem tão significativa quanto o permitam suas possibilidades e necessidades. A responsabilidade do professor é imensa. Grande parte da eficácia de seu ensino depende da organização, coerência  e flexibilidade de seu planejamento.
    O professor, ao planejar o trabalho, deve estar familiarizado com o que pode pôr em prática, de maneira que possa selecionar o que é melhor, adaptando tudo isso às necessidades e interesses de seus alunos. Na maioria das situações, o professor dependerá de seus próprios recursos para elaborar seus planos de trabalho. Por isso, deverá estar bem informado dos requisitos técnicos para que possa planejar, independentemente, sem dificuldades.

    4. Com que periodicidade os professores o produzem nesta instituição?
    Os professores produzem portifólios individuais que contem as atividades que mostram os avanços de cada aluno (para antever o que precisa ser trabalhado na sequência). O segredo é recolher material durante todo o ano e não só num período específico. Como é muito difícil armazenar tudo, um bom critério é ficar com as produções que mostrem a evolução na aprendizagem e o avanço dos estudantes. A coordenadora pedagógica orienta os docentes a começar guardando a avaliação diagnóstica inicial: "Ela serve para afinar o planejamento de acordo com as necessidades da criança”.

    5. Há um sistema de revisão do mesmo? Quem o revisa?
    A revisão dos planos de aula é através das reuniões de HTPC (Hora de Trabalho Pedagógico Coletivo) uma vez por semana, com a gestora e coordenadora.

    6. Qual é sua relevância para a prática docente?
    Analisar os problemas de ensino que aparecem nas produções da turma e procurar maneiras de resolvê-los, organizar o planejamento anual e de aulas para formar a memória do trabalho realizado, registrar e acompanhar diariamente as atividades de ensino e a evolução dos alunos.

5.2 - ENTREVISTA COM TRÊS PROFESSORAS:
A entrevista foi efetuada na escola E. E. PROFESSOR Alberto Meldajom.
Professora: Tereza.
Idade: 40 anos

    1. Qual sua formação acadêmica? Há quantos anos atua neste Nível de
Ensino? Já atuou em outros Níveis de Ensino? Quais?
    Fiz Magistério e Normal Superior, atuo há 10 anos como professora, 4 anos formada no magistério e 6 anos no Normal Superior e atualmente faço Pós graduação em psicopedagogia.

    2. Em sua percepção, quais os papéis exercidos pelo Planejamento (ou Plano) de Ensino e pelo Plano de Aula no desempenho de sua prática docente?
    O planejamento de ensino é com certeza essencial durante todos esses anos de experiência posso afirmar isso com certeza, pois através dele podemos trabalhar em cima das maiores dificuldades dos alunos, a aula fica dirigida com uma programação elaborada, e faz com que o aluno fique bem direcionado a aprendizagem e o professor esteja mais preparado para tirar todas as duvidas.

    3. Que principais saberes você considera na elaboração de seu Planejamento (ou Plano) de Ensino?
    O professor deve refletir didaticamente sobre sua prática, pensar no cotidiano sobre o saber fazer em sala de aula, para não escorregar na mesmice metodológica de utilização dos mesmos recursos e das invariáveis técnicas de ensino. É importante que o professor estude sobre essa temática, uma vez que há uma diversidade metodológica que pode ser trabalhada em sem sala de aula ou numa situação didático-pedagógica. Exemplo: exposição com ilustração, trabalhos em grupos, estudos dirigidos, tarefas individuais, pesquisas, experiências de campo, sociodramas, painéis de discussão, debates, tribuna livre, exposição com demonstração, júri simulado, aulas expositivas, seminários, ensino individualizado.

Professora: Elizabeth
Idade: 43 anos

    1. Qual sua formação acadêmica? Há quantos anos atua neste Nível de
Ensino? Já atuou em outros Níveis de Ensino? Quais?
    Sou formada no Curso de Magistério do colégio Anchieta, e há alguns anos atrás conclui o Curso de Pedagogia na Unicamp, que foi um curso oferecido com parceria pela prefeitura de Hortolândia para professores em exercício esse curso era denominado Proesf.

    2. Em sua percepção, quais os papéis exercidos pelo Planejamento (ou Plano) de Ensino e pelo Plano de Aula no desempenho de sua prática docente?
    Planejar e pensar anda junto. Ao começar o dia, o professor deve pensar e distribui suas atividades no tempo: o que irá fazer como fazer, para que fazer, com o que fazer etc. O planejamento é um processo que exige organização, sistematização, previsão, decisão e outros aspectos na pretensão de garantir a eficiência e eficácia de uma aula.

    3. Que principais saberes você considera na elaboração de seu Planejamento (ou Plano) de Ensino?
    Averiguar a quantidade de alunos, os novos desafios impostos pela sociedade, às condições físicas da instituição, os recursos disponíveis, nível, as possíveis estratégias de inovação, as expectativas do aluno, o nível intelectual, as condições socioeconômicas (retrato sócio-cultural do aluno), a cultura institucional, enfim, as condições objetivas e subjetivas em que o processo de ensino irá acontecer.

Professora: Zuleica / Idade: 50 anos

    1. Qual sua formação acadêmica? Há quantos anos atua neste Nível de
Ensino? Já atuou em outros Níveis de Ensino? Quais? Sou uma pessoa simples, gosto muito do que faço, tenho Superior (Pedagogia plena) atuo há 29 anos como professora e diretora, 15 anos dando aula e 14 anos na direção,

    2. Em sua percepção, quais os papéis exercidos pelo Planejamento (ou Plano) de Ensino e pelo Plano de Aula no desempenho de sua prática docente?
    O ato de planejar o processo de ensino e de aprendizagem exige de nós professores a definição de valores, significados e concepção de educação. Os documentos base desse processo de integralização das ações educativas são o PPP e Regimento Escolar. Eu considero que é necessário para se planejar a aula o respeito ao nível de desenvolvimento do aluno; ter capacidade de trabalho em equipe; ter Iniciativa na busca de informações e autoformação, seleção, organização e comparação de informações; ter clareza dos objetivos, habilidades e competências que se quer alcançar; e com certeza ter Consideração ao conhecimento do aluno e às suas capacidades.

    3. Que principais saberes você considera na elaboração de seu Planejamento (ou Plano) de Ensino?
    Muitos diriam que planejamento é uma perca de tempo, ou mesmo um mal necessário para satisfazer necessidades burocráticas, contrariando essas más visões do planejamento digo que planejamento é um bem necessário para a construção da mudança de comportamento e realidade. Se esta nas mãos de nós professores o árduo serviço de transformação, de transmitir e receber saberes e proporcionar materiais para tornar nossos alunos portadores de saberes, para que isso ocorra é necessário um bom planejamento. Enfim o planejamento é de suma importância e necessário ao professor que ama sua missão, mas o planejamento só tem sentido e resulta em frutos, quando realizado com muita sabedoria.

        5.3 - ANÁLISE DE UM PLANO DE AULA

    1. A que série e disciplina o Plano de Aula apresentado pelo Professor se refere? O plano de aula é para a turma do 1º Ano, na disciplina de Ciências.

    2. Que objetivos o Professor almeja alcançar com a aplicação deste Plano de Aula? Identificar pontos de pressão e conflitos pelo uso da água no Brasil e no mundo; Reconhecer e avaliar que o lixo contamina a água; Promover ações na escola e na comunidade que contribuam para preservar a água disponível.

    3. Que conteúdos serão abordados pelo Professor na aula planejada?
    Água: conflitos, cooperação e experiências.

    4. Que meios (recursos didáticos) e métodos de ensino serão utilizados pelo Professor na aula planejada?
    Livro de Ciências; Limeriques; musica e coreografia sobre a água; passeio ao ESTRE (A Estre é uma companhia brasileira que trabalha para prover soluções ambientais como gerenciamento, o tratamento e a destinação final de resíduos para empresas privadas e o poder público).

    5. De que maneira o Professor pretende avaliar o trabalho que desenvolverá nesta aula?
    A avaliação é feita através da participação de cada aluno nas tarefas coletivas e individuais. Examinando com atenção os trabalhos individuais e em grupos na constituição do projeto de plantio de mudas. Nas conversas e na produção de textos, na compreensão da importância da água e sua inter-relação com os outros elementos do meio físico e social.

    Acompanhamento na realização da aula planejada tendo atenção aos seguintes aspectos:

    1. Que itens do Plano de Aula analisado, foram realizados exatamente como planejados e que itens foram alterados em função da realidade envolvida nesta prática docente?
    O Livro de Ciências foi utilizado conforme o planejamento; os Limeriques foram confeccionados pelos alunos através de cartazes; o passeio ao ESTRE foi realizado na data programada; as experiências com a água foram realizadas em sala de aula e expostas aos pais no ultimo dia da semana de água, infelizmente a musica e a coreografia não foram realizadas devido a mudança do planejamento para a confecção de brinquedos recicláveis solicitado pela turma.

    2. Que outros saberes, além daqueles apresentados no Plano de Aula, emergiram durante a realização da aula?
    A visita ao Estre foi muito marcada para os alunos da sala, pois eles viram de perto a importância da reciclagem, viram todo o processo da coleta e descarga do lixo no aterro, a turma se interessou em manusear e confeccionar os brinquedos com materiais recicláveis o que não estava no planejamento.

    3. Como a emersão destes outros saberes foi mediada pelo Professor durante a aula? A professora considerou que a reciclagem é muito importante para o planeta e abriu mão de um dia da semana da água para confecção de brinquedos recicláveis juntamente com os alunos.

    4. Qual a relevância da elaboração deste Plano de Aula, diante da vivência a que você teve acesso?
    A grande importância para nós foi à intenção de estar colaborando para um futuro melhor para o nosso mundo através da conscientização das crianças, foram aulas prazerosas, no qual as crianças aprendiam e interagiam muito com a professora, por se tratar de um assunto que elas vivenciam em seus lares.

6 - CONSIDERAÇÕES FINAIS

    Este documento é fruto de um trabalho prazeroso que envolveu de maneira gratificante: alunos, professores e gestor. Desta forma, contribuiu para o desenvolvimento integral de suas identidades, para a comunicação e relação com o outro e para o crescimento de cidadãos críticos e reflexivos; tornando o ambiente educacional propício para o acesso e para a ampliação dos conhecimentos da realidade social e cultural. Envolveu esforço e dedicação, que foram compensados pelo interesse e participação das crianças a cada visita realizada na escola.
    O profissional da História, da Geografia e da Educação Artística é desafiado a atuar criticamente na elaboração e execução dos projetos, na indicação do material pedagógico que é proposto ao aluno, e na decisão sobre a metodologia na busca da construção do conhecimento em sala de aula, bem como no uso de outras fontes. O professor precisa buscar, urgentemente, atualização e prosseguimento de estudos para poder fazer frente aos novos conhecimentos e interpretações. E a Formação Continuada é um dos caminhos para que o professor possa repensar sua prática pedagógica, construindo e reconstruindo saberes, contribuindo assim para a melhoria do processo de ensino e aprendizagem dos alunos.
    Essas disciplinas no contexto de mundo atual são, portanto, fundamental à formação das mentalidades das gerações futuras, as quais terão que gerenciar um mundo marcado pela complexidade, pleno de contradições e desigualdades. Tais gerações terão que possuir então, uma capacidade de compreensão da realidade na perspectiva de sua totalidade. Nesse contexto, por suas características intrínsecas, o ensino de Geografia, História e Artes apresentam-se como apto a desenvolver o longo processo de formação de uma mentalidade, compatível com um novo cenário de mundo.
    A escola deve proporcionar um ensino de qualidade, buscando a formação de cidadãos livres e conscientes de seu papel na construção e/ou transformação da sociedade. Para que esta formação ocorra, toda a escola precisa estar comprometida com o aluno, principalmente o professor que se torna o mediador entre o aluno e o conhecimento. Esta mediação deve ocorrer de maneira consciente,
Critica e intelectual.

REFERÊNCIAS

ARAUJO, Márcia Baiersdorf. Ensaios sobre a aula: narrativas e reflexões da docência. Curitiba: IBPEX, 2010.

BARBOSA, Ana Mãe (org.). História da Arte-Educação. São Paulo: Max Limonad, 1986.

BIANCHI, Anna Cecília de Moraes, ALVARENGA, Marina; BIANCHI, Roberto. Manual de Orientação: Estágio Supervisionado. 3. ed. São Paulo: Pioneira Thomson, 2003.

BURIOLLA, Marta A. Feiten. Estágio Supervisionado. São Paulo, UNESP, 1991. São Paulo. Cortez: 1995.

CALLAI, H. Estudar o lugar para compreender o mundo. In:  CASTROGIOVANNI, A. C. (Org.). Ensino de geografia: práticas e textualizações no cotidiano. Porto Alegre: Mediação, 2000.

CARVALHO, Anna Maria Pessoa de - coordenadora. A formação de professor e a pratica de ensino. – São Paulo: Pioneira, 1988.

CASTELLAR, S.M.V. A alfabetização em geografia. Espaços da Escola, Ijuí, v. 10, n. 37, p. 29-46, jul./set. 2000.

CAVALCANTI, L.S. Geografia, escola e construção do conhecimento. Campinas:
Papirus, 1998.

CORTELAZZO, Iolanda Bueno de Camargo; ROMANOWSKI, Joana Paulin. Pesquisa e Prática Profissional: contexto escolar. Curitiba: IBPEX, 2007.

FANTIN, Maria Eneida; TAUSCHECK, Neusa Maria. Metodologia do Ensino de Geografia. Curitiba: IBPEX, 2005.

FANTIN, Maria Eneida; TAUSCHECK, Neusa Maria; NEVES, Diogo Labiak. Metodologia do Ensino de Geografia. 2. ed. Curitiba: IBPEX, 2010.

FERREIRA, Francisco Whitaker. Planejamento sim e não. 2ª. Edição. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1981.

FONSECA, S. G. Caminhos da história ensinada. Campinas: Papirus, 1993.

FUSARI, Maria F. de Rezende e FERRAZ, Maria Heloisa C. de T. Arte na educação escolar. São Paulo: Cortez, 1993.

GANDIN, Danilo. O planejamento como ferramenta de transformação da prática
Educativa, Rio de Janeiro, 2008.

GUTENBERG, Alex. O que eu pretendo com a aula de hoje? Profissão Mestre, São Paulo, nº103, p.21-24, abr.2008.

KUENZER, Acácia Zeneida, CALAZANS, M. Julieta C., GARCIA, Walter. Planejamento e educação no Brasil. 6. ed. São Paulo: Cortez, 2003.

LEITE, M. M. O ensino de história no primário e no ginásio. São Paulo: Cultrix, 1969.

LIBANEO, José Carlos. O sistema de organização e gestão da escola. In: Organização e Gestão da Escola: Teoria e Prática. Goiânia, Alternativa, 2001.

MACETTO, COSTA, BARROS. Planejamento de ensino como elemento articulador da relação da prática pedagógica: prática social. São Paulo: 2008.

MARQUES, M.O. Conhecimento e modernidade em reconstrução. Ijuí: UNIJUÍ, 1993.

PINSKY, J. (org.). O ensino de História e a criação do fato. São Paulo: Contexto, 1988.

REGO, N. et al. Geografia e educação: geração de ambiências. Porto Alegre:
UFRGS, 2000.

SAMPAIO, R. M. W. F. Freinet - Evolução histórica e atualidades. São Paulo: Scipione, 1989.

SANTOS, Gisele do Rocio Cordeiro Mugnol. Metodologia do Ensino Artes. Curitiba: IBPEX, 2006.

STRAFORINI, R. Ensinar geografia nas séries iniciais: o desafio da totalidade mundo. Instituto de Geociencias, Campinas, 2001.

VASCONCELOS, José Antônio. Metodologia do Ensino de História. Curitiba: IBPEX, 2007.

VASCONCELLOS, Celso dos Santos, 1956 – Planejamento Projeto de Ensino – Aprendizagem e Projeto Político – Pedagógico elementos metodológicos para elaboração e realização, 12ª ed. São Paulo: Dibertad Editora, 2004.


AGORA QUE ACABOU SEU TRABALHO OU PESQUISA, ANOTE AS PRÓXIMAS BALADAS E SEUS MOMENTOS DE CELEBRAÇÃO COM OS AMIGOS, TEM ATÉ RELÓGIO PARA VOCÊ NÃO PERDER A HORA:



Free Blog Content

Nenhum comentário:

Postar um comentário

 

PREVISÃO TEMPO

AULA DE REFORÇO - UOL EDUCAÇÃO

NÃO SE ATRASE PRA AULA